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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sobre o livro de João Ubaldo Ribeiro, A Casa dos Budas Ditosos

 

Com a curiosíssima introdução de João Ubaldo Ribeiro afirmando que tal livro é fruto da transcrição datilografada de várias fitas, gravadas por uma mulher que as deixou no seu prédio, conta uma história (apresentada como real, porém com os nomes das personagens apenas alterados) narrada em primeira pessoa (eu-lírico feminino) sobre as aventuras sexuais de uma baiana que mudou-se para o Rio de Janeiro. Na forma de um diário (confessional), apresenta as diversas modalidades do sexo: incesto, grupal, homossexual (gays e lésbicas), heterossexual, bissexual, troca de casais, entre padres e freiras, interracial, jovens e adultos etc. Trata-se de um dos livros da série que trata sobre os pecados capitais, nesse caso a luxúria.

Sua narrativa é bastante enfática e detalhista/detalhada nos fatos/acontecimentos, levando o leitor a uma viagem imaginária sem quaisquer tipos de pudores no pensamento devido à naturalidade em que o sexo (e a sexualidade) é apresentado.

Um clássico da literatura erótica, assim como Lolita (de Vladimir Nabocov). Apesar de não possuírem a mesma qualidade literária (ou rigor literário), outros livros eróticos também podem ser citados: Cem Escovadas Antes de ir Para a Cama (de Melissa Panarello), O Doce Veneno do Escorpião (Bruna Surfistinha) etc.

Devido à sua provocação, vale a pena ler suas poucas páginas (menos de 200) cheias de aventuras e desventuras sexuais, pouco "tradicionais", longe de serem pudicas. Nesse livro, não há meias-palavras. Tudo que deve ser dito, é dito sem rodeios.